Kevelyn e Gabriel


Nos conhecemos no projeto que criamos com nossos amigos, fazendo cultos no recreio da escola no ensino médio, montamos uma banda, eu era a vocalista e tocava o teclado e ele o baixo ou guitarra e fazia back, mas não tínhamos muita intimidade. Sem querer minha mãe o chamou para meu aniversário surpresa de 16 anos dizendo ele tinha que ir, porque era o meu melhor amigo.. Ele pediu conselhos no trabalho se iria ou não porque não tinha intimidade comigo, mas talvez devesse ir por achar que eu não tinha amigos, já que ele era o “melhor” segundo minha mãe. Creio que tudo era um plano de Deus, pois ele morava muito longe da escola(era loucura), ele era do 3° ano e eu do 1° quando começamos o cultinho na escola.

Depois do meu aniversário nos aproximamos mais, ele terminou o ensino médio e eu fui para o ultimo ano mas criamos uma amizade tão linda,  ele continuava indo para a escola uniformizado e fazia os trabalhos comigo, tocávamos juntos e lanchávamos depois da aula etc. Viramos melhores amigos e saíamos para shopping, cinema, patinação no gelo e os passeios mais legais. Toda semana saíamos, mas sem intenção nenhuma. Não queríamos namorar e éramos aqueles amigos tipo irmãos, que se abraçavam, que eu fingia ser a namorada para expulsar as meninas que ficavam no pé dele e depois a gente ria, ele contava os garotos que gostavam de mim e até participávamos das reuniões em família. Criamos uma obra linda com crianças especiais e com câncer arrecadando e levando doações, animação, música, fazendo festas para elas e vivemos experiências lindas.

Foi depois de um desses eventos que ele disse que estava apaixonado, mas eu só o via como amigo e decidimos esquecer e não estragar nossa amizade. Continuamos saindo e sendo melhores amigos durante muito tempo, quando caiu a ficha que mesmo ele tentando ser só meu amigo, estava cada vez mais apaixonado e eu o tinha como meu xodó mas não gostava dele como namorado e não queria magoá-lo. Me afastei durante um tempo e ele sentiu muito. Eu não poderia ser tão radical e acabar com nossa amizade, continuamos nos vendo as vezes mas depois soube que ainda gostava de mim mas continuamos amigos e depois de muito tempo percebi que ele era tudo o que sempre sonhei e que não era só um melhor amigo, mas que eu o amava e queria estar ao seu lado para sempre. Lembrei de uma carta que eu fiz pra Deus adolescente, dizendo que queria um menino moreno, meio japa, músico, que dividisse vozes comigo e com todas as características que ele tem, mas acima de tudo, homem de Deus. Ele abriu mão de uma igreja enorme com músicos incríveis para cavar poço junto comigo.

Crescemos muito espiritualmente e acompanhamos toda a trajetória um do outro, todas as guerras e tudo o que Deus fez. No início do nosso namoro falávamos que casaríamos em 2020, “daqui a 5 anos vamos nos casar” e chegamos em 2020. Não conseguimos ainda. Hoje tenho 22 anos e ele 25, e apesar de ser difícil 2 jovens terem condições de casar, conseguir comprar uma casa, sabemos que deus está no controle. Em fevereiro faremos 6 anos juntos, renunciando e esperando em Deus, sonhando com o nosso casamento, com a nossa casa e a nossa família. Propósitos que começaram cedo, nos tempos de escola e que queremos levar até a eternidade.


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