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Carona 93 – Parque Paleontológico de Itaboraí

Carona 93 - Parque Paleontológico de Itaboraí. Foto: Arte/Rádio 93FM

Hoje nós embarcamos para bem pertinho do Rio de Janeiro. Você sabia que na cidade de Itaboraí, que completa mais um aniversário de fundação, existe um parque paleontológico?

Da capital fluminense até lá são 51 km. Uma hora de viagem de carro, que começa pela travessia no exuberante cenário da Baía de Guanabara e depois pela rodovia BR-101. Não tem erro de chegar.

É possível chegar também de ônibus e vans. As partidas acontecem do Centro do Rio e de terminais rodoviários de outros pontos da capital fluminense e da Baixada. A passagem custa R$ 15,20.

Chegando em Itaboraí, o nosso destino final é a Rua José de Almeida, s/nº, no bairro São José, no distrito de Cabuçu. É lá que fica a sede da nossa dica desta edição do carona.

A história deste Parque Paleontológico começa em 1928, quando um fazendeiro achou pedaços de rocha e viu que aqueles exemplares tinham algo de diferente. Esperto, ele levou o material para análise e descobriu que se tratava de calcário.

Um tempo depois, essa área foi vendida à Companhia Nacional de Cimento, que aproveitou o material extraído na construção de dois importantes cartões-postais do Rio: a Ponte Rio-Niterói e o Maracanã. Essa fábrica era tão reconhecida, que recebeu a visita de muitas pessoas famosas, incluindo presidentes da República.

Com as máquinas trabalhando sem parar e o terreno sendo revirado, começaram a aparecer vestígios arqueológicos. A extração de calcário foi encerrada em 1984. Seis anos depois, a prefeitura declarou a área de utilidade Pública. O que restou da exploração foi um grande buraco, com 70 metros de área, inundado pela água da chuva e pelos veios subterrâneos. Acabou se transformando em um lago.

Em 1995, a Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos, ligada a Unesco, criou oficialmente o Parque Paleontológico de São José, reconhecido como Patrimônio da Humanidade.

No Parque foram descobertos fósseis de muitos mamíferos, gastrópodes, répteis e anfíbios. E vou contar uma super curiosidade: o esqueleto do mais antigo tatu do mundo e o ancestral das emas foram encontrados nesse paraíso pré-histórico. Os exemplares viveram há mais de 55 milhões de anos!!!

Nos estudos, ainda foram escavados fósseis de preguiça e mastodonte, da Idade Pleistocênica, de aproximadamente 20 mil atrás. Muito tempo, não?

Outros objetos menores comprovam que o homem pré-histórico também habitou a região. E que ele já tinha domínio do fogo.

O Parque é como uma cápsula do tempo e tem um museu onde estão expostos alguns dos mais de 10 mil fósseis recuperados; vestígios raros da vida no planeta.  

Um dos bichos que mais encanta os visitantes é a  preguiça-gigante, que viveu entre 2 milhões e 10 mil anos atrás. Os cientistas acreditam que este animal teve contato com o homem.

O parque é tão importante para a paleontologia, que passou a fazer parte da cronologia sul-americana das eras geológicas. O período itaboraiense remete a um tempo da história de nossa existência entre 57 e 55 milhões de anos atrás.

Durante a visita guiada, é fácil observar nas paredes rochosas a ‘olho-nu’, animais petrificados e conservados pelo tempo nunca tocados pelo homem.

A visitação ao parque depende de agendamento prévio, que pode ser feito pelo email: visitas@ppsji.itaborai.rj.gov.br

É um programa muito legal para levar estudantes, a família ou os amigos. Passar umas horas no Parque Paleontológico de São José, não é apenas voltar ao passado. É buscar entender que a vida dos ancestrais era de respeito a natureza, e que cada vestígio preservado desse mundo de milhões de anos atrás deixou uma lição para nós aqui, no presente.

#PartiuItaboraí

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