O Flamengo anunciou, neste sábado (18), a aposentadoria da camisa 14 do basquete, em homenagem póstuma a Oscar Schmidt. O “Mão Santa”, como era conhecido pela precisão nos arremessos, que morreu na sexta-feira (17), aos 68 anos, defendeu o Rubro-Negro entre 1999 e 2003. No período, criou uma forte identificação com a torcida e conquistou dois títulos cariocas, além de ter sido vice-campeão brasileiro.
– Ídolo eterno, Oscar marcou época com o Manto Sagrado, deixando um legado que transcende as quadras e seguirá inspirando gerações. Oscar Schmidt é um patrimônio do esporte do Flamengo, do Brasil e do mundo. Sua história ajudou a moldar o basquete como o conhecemos hoje e seguirá como referência eterna de excelência, talento e paixão – divulgou o clube carioca, em nota.
A aposentadoria da camisa foi aprovada de forma unânime pelo Conselho Diretor do Flamengo. Depois da despedida de Oscar das quadras, em 2003, o Rubro-Negro tinha comunicado ao ex-jogador que não usaria mais o 14. A decisão, porém, não entrou no estatuto do clube, e outros atletas receberam o número nos anos posteriores, algo que, a partir de agora, está impedido.
Ainda como parte das homenagens póstumas do Flamengo a Oscar, Giorgian De Arrascaeta vestirá a camisa 14 em jogo deste domingo (19), contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro de futebol. Por muitos anos, o meia uruguaio usou o número na equipe rubro-negra, mas assumiu a camisa 10 no ano passado.
Agora eternizado pelo Flamengo, Oscar construiu uma carreira de sucesso no basquete brasileiro, passando também por Palmeiras e Corinthians, dentre outros times. No exterior, atuou na Itália e na Espanha. Ainda brilhou com a camisa da seleção brasileira e é o maior cestinha da história da equipe nacional, com 7.693 pontos.
Ao todo, “Mão Santa” anotou 49.737 pontos na carreira e só fica atrás de LeBron James no ranking de todos os tempos. Mas, até hoje, Oscar detém o recorde das Olimpíadas – foram 1.093 pontos em cinco participações nos Jogos.
Vale destacar ainda que, pelo Flamengo, Oscar realizou o sonho de atuar ao lado do filho. Aos 44 anos, em 2002, “Mão Santa” dividiu a quadra com Felipe Schmidt em uma partida diante do Mogi.
O corpo da lenda do basquete Oscar Schmidt foi cremado na noite de sexta-feira (17), em uma cerimônia restrita para os familiares. Oscar morreu aos 68 anos, depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória, no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana do Parnaíba, em São Paulo. Ele lutava contra um tumor cerebral desde 2011, mas a causa da morte não foi divulgada. A despedida discreta foi uma decisão da mulher do ídolo, Maria Cristina.