As autoridades do Irã adiaram a execução de Erfan Soltani, um manifestante de 26 anos, em meio a uma mobilização global gerada pelo caso, segundo relatou a ONG de direitos humanos Hengaw, ligada à população de etnia curda no país. Soltani seria enforcado.
A execução do manifestante, que foi preso há menos de uma semana em meio às manifestações no país contra o regime liderado por Ali Khamenei, estava prevista para esta quarta-feira (14). A organização disse ter conseguido entrar em contato com familiares de Soltani, apesar do apagão digital no país.
A informação foi revelada no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “não há planos para novas execuções” no Irã e que a “matança foi interrompida”. A declaração ocorre em meio à pior onda de protestos já enfrentada pelo regime iraniano.
Autoridades do Irã dizem que mais de 2 mil pessoas morreram na repressão às manifestações. Enquanto isso, ONGs dizem que o número de mortos passa de 3.400.