NOTÍCIAS / RJ

Cláudio Castro toma posse como governador após impeachment de Witzel

Serão duas cerimônias: às 10h na Assembleia Legislativa e às 14h no Palácio Guanabara. Foto: Reprodução

Rio de Janeiro – Após a confirmação do impeachment de Wilson Witzel, Cláudio Castro toma posse oficialmente como governador do Rio de Janeiro neste sábado(01). Ele será empossado  em duas cerimônias: às 10h na Assembleia Legislativa e às 14h no Palácio Guanabara.

Na noite desta sexta-feira(30), Castro enviou um comunicado a imprensa afirmando que “manterá sua premissa histórica do diálogo para superar os desafios de pacificar o Rio.”

O Tribunal Especial Misto decidiu, de forma unânime, pelo afastamento definitivo de Wilson Witzel, do cargo de governador. Ele não possui mais direitos a salários pagos pelo governo do Rio. O ex-governador também não pode se candidatar a cargos públicos por cinco anos.

Entenda como foi a votação nesta sexta-feira(30).

O primeiro voto foi do Deputado estadual Waldeck Carneiro, relator do processo.
Durante a leitura, argumentou que foi devidamente assegurado ao réu o direito de ser ouvido, com todas as devidas garantias, em prazo razoável, tanto na Alerj quanto no Tribunal.

Em seguida foi o Deputado estadual Carlos Macedo. Ele afirmou que a contratação de OSs deve respeitar os quesitos de aferição do desempenho, o que, ao seu ver, não foi observado por Witzel.

Logo depois votou o Desembargador Fernando Foch.”É abundante a prova de gravíssimos desmandos com graves prejuízos ao erário em detrimento do interesse público, enquanto isso as pessoas morrendo de Covid”.

Quarto a votar foi o Desembargador José Carlos Maldonado de Carvalho. Ele afirmou que o fato de que a população do estado do RJ se encontrava diante da pandemia serviu de pano de fundo para Witzel trazer de volta a OS Unir para administrar hospitais e upas tornando sem efeito assim a sanção decorrente da desqualificação, inclusive no que se refere a parte financeira.

Desembargadora Teresa de Andrade Castro Neves. Durante o voto, ela falou sobre a postura de Witzel na contratação da Iabas para hospitais e criticou as justificativas dele sobre o ato. “Ciente de que a contratação foi feita de propósito de uma forma espúria o governador deixa de agir. E esse deixar de agir, ele: ‘Eu não contratei, não assinei o contrato, mas eu olhei para o lado’.

Deputado Alexandre Freitas.Durante. O deputado falou sobre a influência apontada em investigações do empresário Mário Peixoto em contratos do estado e julgou como procedente denúncias de irregularidades na readmissão da ONG Unir.

Ele afirmou, porém, que não encontrou indícios suficientes para apontar irregularidades de Witzel na contratação de serviços da Iabas durante a pandemia.

Desembargadora Inês da Trindade Chaves de Mello. “Diante de todas as provas coletadas não existem dúvidas de que Wilson Witzel foi escolhido não como uma alternativa diferente e proba para o cargo de chefe do Executivo. Essa aposta de nova política era uma roupagem para esconder a velha política improba, nos últimos governos do estado do Rio de Janeiro”, disse a desembargadora.

Deputada estadual Dani Monteiro
A deputada votou integralmente pela condenação de Witzel. “Ante o exposto, voto pela integral procedência da acusação, com o reconhecimento que o excelentíssimo senhor governador do estado, Wilson José Witzel, praticou os crimes de responsabilidade (…) consistentes na requalificação da OS Unir e na contratação da OS Iabas para construir e gerir hospitais de campanha durante a pandemia de Covid-19, condenando-o, por conseguinte, à perda do cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro”.

Leia também

às