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Incêndio provocou abalo estrutural em shopping da Zona Norte

Imagem mostra o interior do Shopping Tijuca completamente destruído. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Rio de Janeiro – O incêndio que matou duas pessoas no Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, na sexta-feira (02), causou um “abalo estrutural” no piso do andar térreo, no trecho acima da loja de decoração, localizada no subsolo do centro comercial, onde as chamas tiveram início. A afirmação é do coronel Rodrigo Gonçalves, subsecretário da Defesa Civil Municipal do Rio.

O subsecretário destacou ainda que somente ao término da atuação dos militares, haverá uma apuração mais detalhada do local, que ainda tem muita fumaça e água acumulada.

“Após a entrega do espaço pelo Corpo de Bombeiros, vamos fazer uma vistoria minuciosa para garantir que seja identificado o risco que o imóvel possa apresentar em virtude desse incêndio”, disse.

Além disso, de acordo com uma análise visual preliminar da Defesa Civil Municipal, o calor deformou o piso térreo, bem acima do foco do incêndio. O órgão interditou totalmente o subsolo e parte do térreo do shopping, após uma vistoria realizada na tarde desta segunda.

A liberação para a inspeção ocorreu após a conclusão de uma etapa do trabalho de rescaldo do Corpo de Bombeiros. A Defesa Civil informou também que o shopping não corre o risco de desabamento.

Segundo a Defesa Civil, técnicos identificaram risco estrutural no mezanino da loja atingida pelo incêndio, além de perigo de queda de revestimentos internos e desplacamento de partes do teto e do piso.

Em nota divulgada, a administração do shopping informou que não há previsão para que o estabelecimento retome as atividades. O caso é investigado pela 19ª DP (Tijuca).

Segundo a Polícia Civil, a perícia foi realizada no local e os peritos analisam as informações colhidas. Os agentes realizam outras diligências para apurar todas as circunstâncias do incêndio.

Nesta segunda, um dos sócios da loja onde o incêndio começou prestou depoimento à Polícia Civil. Ele afirmou que foi informado do fogo por um supervisor da loja, que disse já ter acionado a brigada. Segundo o empresário, após o alerta, os brigadistas solicitaram a evacuação do local.

O depoente explicou ainda que o estabelecimento utilizava um sistema de refrigeração integrado ao do shopping, por meio de um equipamento chamado fan-coil, que transforma a água gelada fornecida pelo centro comercial em ar refrigerado. Segundo ele, a manutenção do equipamento estava em dia.

De acordo com o secretário de Defesa Civil, todos os focos de incêndio foram controlados, mas ainda há muita fumaça no subsolo. Para facilitar a ventilação, os bombeiros precisaram abrir um buraco em uma das paredes para a saída da fumaça acumulada.

Representantes do Sindicato dos Bombeiros Civis do Estado do Rio de Janeiro realizaram uma manifestação em frente ao Shopping Tijuca nesta segunda. O grupo cobra esclarecimentos sobre o incêndio e melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam no local.

O incêndio causou a morte do supervisor de brigada Anderson Aguiar do Prado, de 43 anos, e da brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes. Ambos foram enterrados na tarde de domingo (04). Outras três pessoas ficaram feridas.

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