Rio de Janeiro – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), denunciou à Justiça Militar três policiais militares acusados de desviar armas apreendidas, drogas e cargas roubadas.
Os sargentos Ricardo da Silva Ferreira, Raphael Nascimento Ribeiro e Thiago Corrêa da Costa vão responder por associação criminosa e peculato. A ação é resultado de investigações que apuram a atuação de uma milícia na região de Anchieta, na Zona Norte do Rio, e na Baixada Fluminense. Os sargentos da Polícia Militar presos por vender armas e drogas a organizações criminosas escondiam o material desviado em armários dentro do 41º BPM (Irajá).
Segundo denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), diálogos entre os agentes Ricardo da Silva Ferreira e Thiago Corrêa da Costa permitiram identificar o modus operandi da quadrilha que, diante da sensação de impunidade, usavam as dependências do próprio batalhão como base para acautelar as armas desviadas nas ocorrências. Raphael Nascimento Ribeiro servia no 14º BPM (Bangu).
As diligências ocorrem em endereços ligados aos investigados e nos batalhões. A Justiça autorizou buscas nos armários dos policiais e no setor de serviço reservado (P2) das unidades. As equipes apreenderam drogas, munição e R$ 5 mil em espécie, além de um caderno.
Em nota, a PM informou que os sargentos foram encaminhados à unidade prisional da corporação. “O comando da Polícia Militar reitera que não compactua com desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos”, ressaltou.