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Polícias Civil e Militar realizam operações em diversas regiões do Rio

Polícias Civil e Militar realizam operações em diversas regiões do Rio. Foto: Divulgação/PMERJ

RIO DE JANEIRO – A Polícia Civil está na ruas nesta quarta-feira (05), em uma operação contra integrantes de uma facção criminosa suspeitos de usar roubos de veículos para financiar atividades ilegais. A previsão é que sejam cumpridos 98 mandados de prisão contra investigados que atuam no Complexo do Fallet-Fogueteiro, em Santa Teresa, na região central da capital fluminense.

Segundo a polícia, os roubos de veículos aumentaram 58% em Santa Teresa, 17% no Centro e 15% na Tijuca, entre janeiro e julho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.

A Polícia Civil afirma, também, que os criminosos mudaram a estratégia de atuação e passaram a usar o roubo de veículos como uma das principais fontes de financiamento. Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, os veículos roubados eram destinados a desmanches clandestinos, venda ilegal de peças e outras ações criminosas.

As investigações apontam que o esquema criava um ciclo de financiamento para fortalecer a estrutura da organização. A denúncia do Ministério Público Estadual também descreve a divisão de funções, hierarquia e controle territorial feito pelo grupo alvo desta operação.

A Polícia Militar também realiza, desde a madrugada, operações em três comunidades do Rio para combater o roubo de cargas e de veículos. As ações acontecem na Vila Kennedy, na Zona Oeste, e no Parque União, Morro do Juramento e Complexo da Maré, na Zona Norte.

Na Vila Kennedy, os agentes prenderam dois criminosos e apreenderam um fuzil, um rádio transmissor, um detector de drones e drogas. No Morro do Juramento, dois criminosos foram presos. Com eles, os agentes apreenderam um fuzil, um carregador e dois rádios transmissores, além de grande quantidade de drogas. Na Favela Nova Holanda, na Maré, os policiais também apreenderam um detector de drones e encontraram uma gráfica clandestina de fabricação de dinheiro falso.

Segundo a corporação, os agentes também trabalham na retirada de barricadas instaladas por criminosos para dificultar o acesso às comunidades. 

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