RIO DE JANEIRO – O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) anunciou, nesta quinta-feira (04), que manterá o afastamento de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, da prefeitura da cidade. Nas redes sociais, ele também criticou a decisão da Justiça que a livrou da condenação por homicídio doloso, mantendo apenas a responsabilização por omissão diante das agressões sofridas pela criança.
Em publicação nas redes sociais, Cavaliere declarou que “Causa certa perplexidade a decisão da Justiça de perdoar a pena de Monique Medeiros, condenada pelo homicídio culposo do próprio filho, o menino Henry Borel. Uma criança inocente e indefesa, alvo de constantes agressões, que foi brutalmente torturada e assassinada dentro de casa pelo padrasto Jairinho condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Tudo na presença da mãe”. Mas ressaltou que respeita as determinações do Poder Judiciário.
Monique é professora, mas Cavaliere deixou claro que não pretende permitir qualquer retorno dela às salas de aula.
“Decisão judicial não se discute, se cumpre. Independentemente disso, quero informar que a decisão da Prefeitura do Rio de manter Monique Medeiros fora de seus quadros está integralmente mantida. Enquanto prefeito, pai e cidadão, farei de tudo para assegurar que as salas de aula sejam um ambiente não só de aprendizado, mas de proteção e respeito às nossas crianças. E não medirei esforços para garantir que esta ex-servidora jamais retorne aos quadros da Prefeitura”, frisou o prefeito.
A mãe de Henry já havia sido afastada em janeiro de 2023, sendo demitida em março deste ano. “Essa é a única decisão possível capaz de proteger a comunidade escolar do Rio de Janeiro e que preserva os direitos garantidos pela justiça a Monique. Que ela siga sua vida com um trabalho digno e honesto. Mas longe das salas de aula da rede municipal”, finalizou.